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Consent Mode v2: os sete sinais que o Google lê

Publicado em 24 de agosto de 2026 · atualizado em 2 de setembro de 2026

Consent Mode é a API pela qual o seu site avisa às tags do Google se o visitante consentiu com determinados usos de dados. São sete sinais que o Google Ads e o GA4 leem antes de decidir o que podem gravar e enviar; a v2 tornou quatro deles obrigatórios para anunciar na Europa. Quem coleta a escolha é a sua CMP; o Consent Mode transporta o resultado até as tags.

A origem do nome e a chegada da v2

O nome é do Google, e a primeira versão saiu em 2020 com dois sinais. Em novembro de 2023 veio a v2, com dois sinais adicionais ligados a dados do usuário e a publicidade personalizada. A motivação é regulatória europeia, o Digital Markets Act, mas o efeito técnico alcança qualquer conta que anuncie ou meça com ferramentas do Google.

Os quatro sinais obrigatórios da v2

SinalControlaCategoria típica no banner
ad_storageCookies e identificadores de publicidadeMarketing
ad_user_dataEnvio de dados do usuário ao Google para publicidadeMarketing
ad_personalizationUso dos dados para anúncio personalizado e remarketingPersonalização
analytics_storageCookies e identificadores de analytics (GA4)Estatísticas

Cada sinal vale granted ou denied. O estado inicial é declarado num consent default com tudo negado, disparado antes de qualquer tag, e atualizado com um consent update quando o visitante escolhe.

O que mudou em 6 de março de 2024

Desde essa data o Google exige os quatro sinais obrigatórios da v2 para tráfego do Espaço Econômico Europeu e do Reino Unido. Sem eles, recursos de público e de mensuração personalizada param para esse tráfego. O Brasil não está sob o DMA, mas basta um visitante europeu para que listas de remarketing daquele público deixem de crescer, e a LGPD já exige a escolha aqui de qualquer forma.

Básico e avançado

No modo básico, as tags do Google só carregam depois do aceite: nada sai antes, e uma recusa vira ausência total de dado. No modo avançado, a biblioteca carrega imediatamente e envia pings sem cookie enquanto o consentimento está negado, sem gravar ou ler identificador do visitante, e é desses pings que sai a modelagem de conversões. O modo avançado preserva mensuração e exige, em contrapartida, texto claro no banner sobre o que é enviado antes da escolha.

Como conferir no DevTools

Uma loja que anuncia no Google Ads e mede no GA4 precisa do default negado inline no head, antes do gtag.js ou do contêiner do GTM. Quem aceita só estatísticas deve produzir analytics_storage: 'granted' e os três sinais de anúncio negados. A conferência é objetiva: na aba Rede, filtre por collect e leia o parâmetro gcs da requisição. G100 é tudo negado; G111 é tudo concedido. Sem o gcs na requisição, o Consent Mode não está implementado.

No Concedo isso já vem montado: o loader empurra o default de forma síncrona, antes de qualquer tag, com os sete sinais: seis negados, e security_storage concedido, porque antifraude e autenticação não se apoiam em consentimento. Depois ele emite o update correspondente à escolha.

A API é do Google e alcança apenas tags do Google. Meta Pixel, TikTok, Hotjar, Clarity e LinkedIn continuam rodando e gravando cookie com todos os sinais negados; quem os segura é o bloqueio da CMP. O sintoma clássico é o site que responde gcs=G100 corretamente e mesmo assim grava um _fbp no navegador de todo visitante. E o Consent Mode não gera registro auditável, então ele tampouco serve como prova de consentimento.

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O que o seu site carrega antes de alguém aceitar?

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