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CMP: o que faz uma plataforma de consentimento

Publicado em 24 de agosto de 2026 · atualizado em 2 de setembro de 2026

CMP é a sigla de consent management platform, ou plataforma de gestão de consentimento. É o sistema que pergunta ao visitante o que ele aceita, impede que os rastreadores rodem antes da resposta, comunica a escolha às ferramentas de marketing e guarda a prova de que tudo isso aconteceu. São quatro funções, e apenas a primeira aparece na tela.

De onde vem a sigla

Não é termo da LGPD. Vem do mercado de publicidade digital europeu, onde o IAB Europe criou o Transparency and Consent Framework (TCF) para padronizar como sites e anunciantes trocam sinais de consentimento. A certificação de CMP dentro do TCF interessa a publishers que monetizam tráfego europeu com AdSense, Ad Manager e AdMob. Para o anunciante brasileiro comum, ela não altera nenhuma exigência da LGPD.

O que fica atrás do banner

FunçãoO que resolveO que acontece sem ela
InventárioSaber quais cookies e scripts existemVocê bloqueia o que não conhece: nada
Bloqueio prévioSegurar tags até o aceiteCookie criado sem consentimento
SinalizaçãoEnviar Consent Mode v2 e eventos ao GTMMensuração e remarketing degradados
RegistroLog auditável de cada escolhaSem prova numa fiscalização
RevogaçãoReabrir preferências a qualquer momentoDescumprimento do art. 8º, § 5º
VersionamentoReapresentar o banner quando a política mudaConsentimento vencido valendo como novo

Como o bloqueio funciona por dentro

Um banner que apenas grava a resposta e não segura os scripts deixa o GA4, o Meta Pixel e o Hotjar criarem cookies no primeiro milissegundo da visita. Quando o visitante clica, o cookie já existe, e nenhuma escolha posterior desfaz a coleta que aconteceu.

Bloqueio de verdade se faz por quatro mecanismos complementares: a convenção type="text/plain" data-category="marketing" nas tags estáticas, que impede a requisição de rede; a interceptação de document.createElement e do setter de src, que pega o que o JavaScript injeta depois; a reescrita de document.write, que pega a tag que o site legado escreve durante o parse; e um MutationObserver, que impede a execução do que passou pelo parser, ainda que o arquivo já tenha sido pedido.

Cobrir o site sem derrubar o checkout

Numa loja WooCommerce típica, os rastreadores entram por caminhos diferentes: um pelo plugin de analytics da loja, outro colado no header.php por uma agência antiga, um terceiro injetado pelo GTM. A CMP precisa cobrir os três sem tocar no que é essencial. Sessão, carrinho, gateway de pagamento e antifraude ficam sempre liberados, porque derrubar o checkout para bloquear um pixel troca um problema por outro maior.

No Concedo, o Google Tag Manager é classificado como necessarios de propósito: ele é contêiner, não rastreador. O que ele injeta cai na interceptação, e o Consent Mode v2 cuida do lado do Google.

O que fica de fora do escopo de uma CMP

Ela cuida do consentimento e da prova dele. Fora do escopo ficam a política de privacidade e os termos, o canal de atendimento aos direitos do titular, o contrato com fornecedores que recebem dados e a base legal dos tratamentos que não passam pelo navegador, como cadastro, pedido e folha de pagamento. Nenhuma CMP fecha sozinha o programa de conformidade de uma empresa.

Dois testes de dois minutos

Escolher a CMP pelo visual do banner deixa de fora tudo o que determina o resultado: se o bloqueio pega script injetado dinamicamente, se o consent default sai antes de qualquer tag, se o log é exportável e se o histórico é integral ou some depois de alguns meses. Duas verificações resolvem a dúvida:

  • Abra o site em janela anônima, recuse tudo, navegue e confira se existe algum _ga, _fbp ou _ttp em Aplicativo, Cookies.
  • Peça a exportação de um consentimento e veja se ela traz data, categorias, versão da política e página de origem.

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O que o seu site carrega antes de alguém aceitar?

O scanner abre algumas páginas como um visitante anônimo e lista os cookies, scripts e iframes de terceiros que disparam sem consentimento nenhum.

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